Arquivo para a categoria 'Caderno do Mestre'

20
fev
09

Que aventura jogar???

Faltou alguém? O mestre ta dando na zona? O protagonista da história tem prova amanhã? A namorada-Ilithid de alguém voltou a se servir do prato preferido dela a força vital do seu colega?

Bom, parece que você tem um problema… Um não, dois, escolher uma aventura e escolher um mestre pra ela.

Vou tentar dar uma dicas que já usamos no nosso grupo e aos poucos fomos aperfeiçoando elas.

Dica 1

  • Aconteça o que acontecer não chegue perto do GURPS

Sempre que o jogo mia alguém decide desenterrar aqueles sistemas que trazem boas lembranças, de quando o michael jackson era preto, ou de quando a madonna era americana…. Ah, você não é tão velho assim?…. bom…. Então… De quando Pokemon era novidade.

O problema é que o sistema em geral é antigo, o que trazem dois problemas, o primeiro é que ninguém lembra, e quem lembra gosta de comentar a cada cinco minutos que a nova edição é mais interesante.

Esses sistemas tem histórias longas e antes que você perceba seu grupo vai estar discutindo quem fudeu com a Renraku (Shadowrun) ou como que o principe de Washingtom foi deposto (Vampiro).

Fora isso muitos desses sistemas estão enterrados por que são pentelhos demais pra se jogar e fazer personagem de GURPS (assim como Shadowrun e etc) demoram muito e antes que você perceba a sessão ja acabou.

Dica 2

  • Admita pra você mesmo que não vai dar pra construir um épico em quatro horas. Decida então se você esta interessado em porrada ou zuera.

Eu tenho um amigo que não começa o jogo de D&D antes de saber que classes ele vai pegar entre os níveis 25 e 30. Não adiantava, podiamos chorar, bater, ir embora, que ele não se aprontava pra jogar por que precisava ter certeza que as coisas todas se encaizariam até o final. Não! Jogo rápido não é pra “encaixar”, é pra se divertir naquele momento.

Porrada existe em todos os sistemas, menos naqueles super-independentes, ou seja, se seu livro tem capa dura, então tem porrada nele. Não vem com desculpinha não que mesmo os sistemas tidos como mais “interpretativos” são cheios de porrada. Por que você acha que refizeram o world of darkness? Virou marvel, virou Buffy, virou Angel. Por sinal esse é o mesmo motivo pelo qual essas séries acabaram, porrada demais, ficou sem ninguém pra bater, que nem a máxima dos filmes de terror: acabou por falta de ator pra morrer.

Zuera, muito parecido com o porrada mas de um genero diferente o estilo de zuera as vezes acontece por acaso, as vezes acontece em uma sessão no meio de uma campanha. Essa espontaneidade traz ótimos resultados, isso também não significa que a zuera não possa ser programada. Existiram muitos jogos destinados a zuera, como Toons por exemplo, mas novamente, qualquer sistema, e dessa vez é qualquer um mesmo, pode virar zuera.

Não significa que não tem nada sério, significa que o que vocês estão tentando alcançar são cenas engraçadas. Tentem também dividir a carga da piada, não façam a piada sempre com os pdms, se metam em situações que deixe vocês em situações engraçadas. Senão fica que nem os trapalhões onde só o dedé e o capitão lá se dão mal. Sem graça.

Dica 3

  • Sorteiem o mestre se ninguém se dispuser.

Mesmo o cara que nunca mestra não irá encher de mestrar uma sessão só, podem até fazer um rodizio, pode ser uma experiência interessante ou não. Ao menos vocês tentaram.

10
out
08

Ambientação- Questões preliminares

Esse artigo faz parte de uma série de escritos sobre como desenvolver uma ambientação, uma ambientação encobre toda a relação entre história, clima, relações sociais e econômicas entre instancias, metaplots e por fim o sistema que a ambientação “pede”.

Uma ambientação pode ser um simples cenário de uma campanha ou um mundo completo para um jogo novo.

Antes de escrever uma ambientação é necessário criar outros artifícios, uma série de idéias e imagens que servirão de inspiração para definir conceitos de cenários, um pequeno guia de como desenvolver e organizar algumas idéias para depois desenvolver uma campanha. Estas são as questões preliminares para se criar uma ambientação.

Brainstorming, a primeira fase.

Muitas pessoas falam sobre fazer brainstorming, mas não explicam exatamente como. Brainstorming é uma expressão da lingua inglesa que fala sobre o estado de “tempestade mental”, isso ja nos dá uma dica sobre o que se deve procurar quando se esta fazendo um brainstorming, uma enchurrada de idéias que surgem na cabeça. Metade da explicação de como fazer um brainstorming e de por que fazer está na forma como ela funciona, deixar sua mente livre para várias idéias é uma forma de se procurar na sua cabeça conceitos, conceitos do que interessam e inspiram você, por que é muito mais fácil escrever sobre aquilo que faz sentido e te inspira do que o contrário. Então, pense que suas idéias as vezes podem estar escondidas em uma imagem, pense num filme que te inspira, as vezes você vê uma cena que faz muito sentido pra você e que você nunca pensou antes, idéias e sensações importantes que servem de base para seu brainstorming. Assim, para fazer um brainstorming você precisa primeiro limpar sua mente de preocupações, depois, pegar um papel em branco e escrever tudo que lhe vier a mente, pode ser é uma cor, uma sensação, um filme, um livro, uma imagem ou seja qualquer coisa que lhe venha a mente.

Inspiração, a segunda fase.

Depois de fazer uma primeira fase de brainstorming o que você precisa fazer é se alimentar. Pense naquilo que você escreveu como uma sondagem da sua fome, depois que você descobre que esta afim de um macarrão o que você faz? Vai em um restaurante Italiano! Ou quem sabe num Chinês. O alimento da criatividade é tudo aquilo que te inspira, as vezes pode ser música, as vezes pode ser visual ou qualquer outra forma de experiencia sensorial, o importante é procurar coisas novas. A melhor forma de começar um ciclo de inspiração é revisitando os conceitos que aparecem no seu primeiro brainstorming, mesmo que você “visite” filmes ou músicas antigas você precisa deixar novamente uma mente aberta para novas inspirações. O ciclo de inspiração deve ser seguido por sempre outro de brainstorming, faça isso cerca de três vezes e possivelmente você terá material suficiente para o trabalho.

Sintese, a terceira fase.

Depois de várias frases escritas em cadernos, talvez num guardanado ou numa parede está na hora de se reorganizar e tentar reagrupar. Provavelmente nem todas as suas idéias irão se encaixar, e nesse momento você terá que tomar algumas daquelas dificeis decisões sobre o que levar em frente e o que deixar pra trás. Não se trata apenas de cortar apenas o que não se encaixa, mas de conseguir se aproximar do material que você escreveu de forma crítica e tentar alcançar uma abordagem mais orgânica. Talvez seja um momento para alguns exemplos:

Primeiro você escreveu várias coisas num papel, como fome, azul, mar profundo, star wars: a primeira trilogia. Depois de alguns ciclos de inspiração você acrescentou blaster fight (tiroteio com blasters), combate aéreo, romance e traição entre nações vizinhas e você desenvolveu mais o azul para tons de azul e mudou a fome para necessidades físicas. Até aqui está uma bagunça, poderia ser dividido em parte starwars: blaster fight, combate aéreo, romance e traição, e outra parte que tem a ver com sensações mais abstratas: fome, necessidades físicas, azul em vários tons e talvez o mar profundo, que se conecta com azul. As nações vizinhas ficam de fora ainda. Uma opção seria pensar em um mundo com pouca terra, dessa forma existem dois ambientes principais mar e céu, assim o azul aparece em vários tons, mais o mar profundo e combates aéreos. Está começando a ficar interessante, depois disso podemos pensar em como integrar o resto, o romance e traição, nações vizinhas, blaster fight me faz pensar em um ambiente tenso, um povo que vive em áreas apertadas e por isso vive em tensão e relação próxima. cidades submarinas me vem a mente, sendo construções dificeis de fazer podemos pensar em poucas, e talvez até que elas fiquem próximas devido à uma proximidade à um vulcão submarino que provê aquecimento e por consequência energia.

Pronto, você acaba de desenvolver um pequeno texto com o conceito da sua ambientação. No próximo artigo vamos ver como usamos esse texto para dar vida à uma ambientação.

Outros sites sobre o assunto: Giant ITP

Imagens para inspiração: DeviantART ConceptART FantasyART GFXartist




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